Igreja Metodista Jardim Belvedere

Contribuições
Você adicionou a sua lista de contribuições. O que deseja fazer agora?
Adicionar Contribuições Pagar Contribuição
X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!

Igreja Metodista Jardim Belvedere - Nós cremos na vida antes da morte!

Nós cremos na vida antes da morte!

João 10.10 Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

Nelson Mandela (O Metodista)

A vida Nelson Mandela

Por Thais Metodista dia em A Palavra

Nelson Mandela (O Metodista)
  • Compartilhe com seus amigos
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

O METODISTA

ÍCONE DA LUTA CONTRA O APARTHEID

SUA MÃE E FORMAÇÃO METODISTA

Nelson Mandela era o filho da terceira esposa, Noqaphi Nosekeni. Era uma das treze crianças e tinha três irmãos mais velhos. A mãe de Mandela era uma metodista, e Nelson seguindo seus passos estudou numa escola Missionária Metodista. A educação de Mandela era permeada de formação cristã por influência de sua mãe. Foi batizado na Igreja Metodista e quando tinha doze anos, seu pai morreu. Matriculou-se no curso de direito na Universidade de Fort Hare, em 1934. Ao ser expulso, por se envolver com o movimento estudantil , terminou a faculdade em Johanesburgo por correspondência.

PARTICIPAÇÃO METODISTA NO FIM DO APARTHEID

O Congresso Nacional Africano (CNA) em 1952 articula a resistência ao Apartheid com a Campanha do Desafio. A entidade, criada em 1912, era formada por lideranças negras, entre elas – Nelson Rolihlahla Mandela. Mas nesse período o CNA era presidido pelo pastor metodista, o zulu Albert John Luthuli. Em 1964, Mandela e toda diretoria do CNA são presos. Em 1989 assumiu o poder Frederik de Klerk que iniciou um processo de fim do Apartheid e libertou Nelson Mandela, em 1991. Por esse esforço ganhou em 1993, junto com o líder negro, o Premio Nobel da Paz. Em 1986, o Bispo metodista Lawi Imathiu, do Kênia, tornou-se o primeiro africano a estar a frente do Movimento Mundial Metodista. “Na Conferência Mundial Metodista em Nairobi, o Concílio Mundial Metodista clamou pelo fim do Apartheid e pelos grilhões que escravizavam o povo na África do Sul.
Autorizado pelo Concílio Mundial, Lawi Imathiu liderou a delegação na visita ao Presidente Botha na África do Sul. De um africano para outro, Imathiu abertamente clamou ao Presidente Botha para que libertasse Nelson Mandela da prisão e removesse as algemas do povo. Com imensa habilidade, equilíbrio, graça, coragem e força, ele criativamente apresentou um claro desafio e solicitação ao Presidente Botha: “deixa meu povo ir”. Uma segunda delegação do Concílio Mundial Metodista encontrou-se com o Presidente de Klerk oferecendo novamente o desafio consistente e a solicitação para libertar Mandela, um metodista, e pela República da África do Sul, para que extinguisse o sistema opressor do Apartheid. O impacto de todo o Movimento Mundial Metodista, liderado pelo corajoso Imathiu estava entre as vozes que contribuíram para a mudança e reconciliação da África. Isso foi dramaticamente demonstrado em fevereiro de 1990 com a libertação de Mandela e o movimento pela paz, justiça, democracia e reconciliação para todo o povo da África do Sul” No dia 27 de abril de 1994, aconteceram as primeiras eleições gerais multirraciais. O CNA obteve 58% dos votos, elegendo Mandela, o primeiro presidente negro da Republica Sul-Africana.

GRATIDÃO À IGREJA METODISTA

Depois que saiu da prisão, Mandela se divorciou e se casou com Machel, membro da Igreja Metodista Unida e viúva do ex-presidente de Moçambique Samora Macel. O casamento foi realizado por Mvuve Dandala, bispo metodista da África do Sul. Segundo Machel, um missionário americano chamado Mabel lhe deu todo apoio. Vendo algo de bom nela, teve confiança e fez tudo para que pudesse encontrar e ter uma boa educação. Machel disse que sua educação é algo “que eu devo à igreja Metodista e especialmente a Mabel.” Em 1975, Machel foi nomeada como ministra de Educação para Moçambique, primeira mulher a ocupar esse cargo. Mandela, ex-presidente da África do Sul e um símbolo internacional dos direitos humanos, e sua esposa, ex-ministra de instrução de Moçambique Machel, surpreenderam os bispos com sua presença num jantar no domingo de 5 de novembro de 2006. Machel é também a viúva do presidente Samora Machel de Moçambique, que morreu em um acidente de avião em 1986. Mandela e Machel têm raízes Metodistas profundas. Mandela foi educado em uma escola Metodista na África do Sul. Machel é da Metodista Unida e leciona em uma escola Metodista em Moçambique. Ainda como Presidente da África do Sul, Mandela visitou a congregação Metodista em Langa, em 14 de fevereiro de 1999, e reconheceu a importância da Igreja Metodista, a qual chama de “minha Igreja” e declarou: “Rev Nkomonde

MEMBROS DA CONGREGAÇÃO

Amigos, Como presidente, eu tive o privilégio de assistir a várias conferências de grupos religiosos, incluindo no ano passado a conferência da Igreja Metodista. Aquela é sempre uma experiência inspiradora e incentivadora. Mas é mais assim quando se pode compartilhar de um momento como este com uma congregação. É uma honra especial e eu agradeço-o do fundo de meu coração por uma vez mais ser convidado a estar com você. Estar aqui, na comunidade, onde os homens e as mulheres vivem sua fé em suas vidas diárias, nós podemos compreender o que uma religião poderosa dá força em nossa sociedade. Sustenta os valores espirituais e morais que nos unem em toda nossa diversidade (…). Durante todas gerações da opressão e discriminação, a religião deu ao povo incontável determinação e o compromisso para resistir a desumanidade. Muitos extraíram da religião a coragem para sobreviver à dor. Nós recordamos como os corpos religiosos foram responsáveis para a instrução dos milhões de africanos do sul quando o governo nos negou. Nós recordamos como durante nossos anos na prisão a nossa igreja e outras comunidades religiosas nos atenderam, trazendo o cuidado e o incentivo espirituais através dos capelães que nos visitaram; e importando-se com nossas famílias quando nós não poderíamos fazer assim (…)

Prêmio metodista

Em 1993, Mandela recebeu o Nobel da Paz. Ele foi “responsável por mudanças contra as leis de discriminação racial e social, que mantinham os negros e outros grupos sociais na marginalidade social” A liderança inteira do Conselho Mundial Metodista esteve presente na cerimônia. “No dia 21 de setembro, na catedral Metodista da Cidade do cabo, em cerimônia significativa e de impacto evangélico e político internacional, mobilizando a África do Sul e a Igreja metodista, foi entregue ao ex-presidente da África do Sul, dr. Nelson Mandela, o Prêmio Mundial Metodista da Paz, ano 2000”. Após a entrega do prêmio, Mandela disse: “Já recebi muitos prêmios, inclusive o Nobel da Paz, mas este é muito especial para mim, é o prêmio concedido pela minha Igreja Metodista” Após o prêmio, Mvuma Dandala, bispo metodista na África do Sul, disse que Mandela era ”um ícone da inspiração e da esperança para os povos de África do Sul, da África e do mundo. Impediu que África do Sul degenere em um caldeirão da violência e da guerra.”

Luta contra o apartheid

O apartheid, que significa "vida separada", era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais.
Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA. Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista. Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestantes negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema. Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas. Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo. Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul. Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos. Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.

Dia Internacional de Nelson Mandela

A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembleia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento. Em 1993, ele ganhou o prêmio Nobel da Paz. Inaugurada em agosto de 1991, um ano e cinco meses após Nelson Mandela ter sido libertado dos 27 anos de prisão na África do Sul, a praça ganhou um visual respeitável com a construção de um busto de bronze em reconhecimento à luta de Mandela contra a discriminação racial e a favor da paz. 

De pessoa revoltada a magnânima

Tutu previu ser este um momento “traumático” para a África do Sul, o da perda de Mandela, figura que descreveu como “um ser humano fantástico”, numa entrevista em Junho de 2012 ao PÚBLICO, em Lisboa. “Quando vai para a prisão, é uma pessoa zangada, revoltada, que acredita na violência como meio de conquistar a liberdade. E, quando sai, emerge como uma pessoa extraordinariamente magnânima. O sofrimento por que passou ajudou-o a suavizar a sua posição. (…) Ele acreditava convictamente que se é líder pelas pessoas que são lideradas e não em benefício próprio. Fomos incrivelmente abençoados por termos Madiba [Mandela] aos comandos, num momento histórico para o nosso país. (…).” Pelo menos até ao fim de 2010, o ex-Presidente sul-africano continuava, todos os meses, a receber quatro mil mensagens do mundo inteiro. Algumas com uma homenagem, outras a desejarem-lhe uma reforma tranquila e feliz, segundo a Fundação Nelson Mandela, em Dezembro de 2010, que, na declaração também recebida pelo PÚBLICO, juntou um pedido a todos para se coibirem de pedir autógrafos, declarações, entrevistas ou aparições públicas em apoio a algum evento, de forma a “ajudar a tornar a reforma de Madiba um período de paz e tranquilidade”. Seguiram-se meses e anos difíceis em que a sua saúde se deteriorou. E durante esta última permanência no hospital, à porta da sua casa em Joanesburgo e do hospital em Pretória, muitas flores foram deixadas com mensagens a desejar as melhoras ou a dizer: “Tata Madiba: Graças a ti, temos orgulho em ser sul-africanos.” Ou com promessas: “Prometemos viver em paz e harmonia.”

Os vários nomes de Mandela

Recebe o nome de Rolihlahla Dalibhunga Mandela (em Xhosa: [xoˈliːɬaɬa manˈdeːla]); seu primeiro nome significa, em xhosa, algo como "agitador" - o que pode ser considerado profético já que a expressão quer dizer, no idioma natal zulu: "aquele que ergue o galho de uma árvore" Mandela é muitas vezes chamado, na África do Sul, por "Tata", que significa "pai", ou por "khulu" que é "grandioso" – ambos na língua xhosa. Mas Mandela é sobretudo referido, em sinal de respeito, por "Madiba" – nome de um chefe thembu que reinou no Transkei no século XVIII, o nome do clã de Mandela que é mais importante do que o apelido. Na clandestinidade, a partir de 1961, vestiu a pele de um David Motsamayi; disfarçou-se várias vezes de motorista, cozinheiro, jardineiro. Não foi conselheiro, nem rei, mas a sua educação de aristocrata, os estudos de advocacia, o carisma e dedicação à luta anti-apartheid fizeram dele o líder inquestionável do ANC e principal ícone da libertação da África do Sul. Não aceitou ser libertado da prisão, enquanto não fossem instituídos o fim doapartheid e o fim da proibição do ANC, o levantamento do estado de emergência e a libertação dos outros presos políticos. “Eu prezo muito a minha liberdade, mas prezo ainda mais a vossa”, escreveu num discurso lido pela filha Zindzi, num comício no Soweto, em 1985, dirigido aos africanos e membros do ANC.

Em defesa das armas

“Nunca irei lamentar a decisão que tomei em 1961, mas gostaria que um dia a minha consciência estivesse tranquila”, disse referindo-se à decisão tomada nesse ano de passar à clandestinidade e formar o MK (Umkhonto we Sizwe – A lança da nação) de que foi primeiro comandante-chefe e que se tornou a ala militar do ANC. Viria a ser condenado a prisão perpétua em 1964 por sabotagem e conspiração. Passou 18 anos na prisão de alta segurança de Robben Island. Esteve depois na prisão de Pollsmoor, e já no final foi transferido para a cadeia de Victor Verster perto da Cidade do Cabo. Nos 23 anos que viveu depois de libertado, concluiu a missão, iniciada ainda na cadeia, de negociar o fim do apartheid com o Governo do Partido Nacionalista e foi eleito primeiro Presidente negro da África do Sul. Depois de terminado o mandato de cinco anos, retirou-se da política e passou a dedicar-se, através da fundação com o seu nome, a uma nova causa – o combate e a prevenção da sida – à qual se sentia especialmente ligado.
Em 2005, a morte do filho Makgatho, vítima de sida, levou Mandela a uma rara intervenção pública desde que deixara a vida política em 1999. Lançou um apelo ao fim do tabu, para que se falasse desta como de qualquer outra doença, por considerar que só assim a sida deixaria de ser fatal. Já antes, quando estava preso, tinha perdido o filho mais velho Thembekile, num desastre de automóvel, em 1969, e uma filha pequena ainda bebé, Makawize, ambos do primeiro casamento com Evelyn Mase, de quem se divorciou em 1957. Um ano depois conheceu e casou-se com Winnie Mandela, de quem teve duas filhas. Quando a viu pela primeira vez, “soube que a ia amar”, escreve na autobiografia. Durante os anos em que esteve preso, é a sua confidente e, durante muito tempo, quem melhor o compreende. A política, os métodos utilizados ou o rumo defendido para a luta acabam por separá-los. Mandela opta pelo divórcio em 1996. Dos seis filhos que teve, acompanharam-no até ao fim as três filhas: Zindzi, Zenani e Makawize. E Graça Machel, com quem se casou dois anos depois do divórcio com Winnie, a 18 de Julho de 1998, no dia do 80.º aniversário. Quando Mandela esteve esta última vez no hospital, Graça Machel agradeceu emocionada as muitas mensagens a desejar as melhoras do ex-Presidente vindas da África do Sul, do continente e do resto do mundo. Nessa mensagem pública e universal, Graça Machel dizia estar reconhecida a todos os que tinham, com isso, “feito uma diferença, na recuperação” de Mandela numa alusão às palavras do próprio: “O que conta na vida não é o facto de termos vivido. É a diferença que fizemos para a vida dos outros.”

SUAS FRASES

1. "Lutei contra a dominação branca e contra a dominação negra. Defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se for preciso, é um ideal para o qual estou disposto a morrer". (Depoimento no Julgamento de Rivonia, 20 de abril de 1964).

2. "Sempre parece impossível até que seja feito". (Citação tradicionalmente atribuída a Mandela que o próprio Centro de Memória Nelson Mandela reconhece não saber confirmar).

3. "Só os homens livres podem negociar (...). Sua liberdade e a minha não podem ser separadas". (Declarações de Mandela após 21 anos na prisão ao renunciar à oferta de libertação do então presidente, Pieter W. Botha, em fevereiro de 1985).

4. "Ninguém nasce odiando o outro pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar". (Da autobiografia "O longo caminho para a liberdade", 1994).

5. "Depois de escalar uma grande montanha se descobre que existem muitas outras montanhas para escalar". (Da autobiografia "O longo caminho para a liberdade", 1994).

6. "Nunca, nunca, nunca mais deixaremos esta bela terra voltar a experimentar a opressão de uns e outros. Vamos deixar a liberdade reinar". (Discurso da posse como presidente, 10 de maio de 1994).

7. "No meu país, é preciso primeiro ir para a cadeia para depois ser presidente". (Da autobiografia "O longo caminho para a liberdade", 1994).

8. "Nunca considerei nenhum homem superior a mim, nem dentro, nem fora da prisão". (Carta ao general Du Preez, administrador de prisões, escrita da prisão Robben Island, na Cidade do Cabo. 12 de julho de 1976).

9. "Aprendi que coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo". (Da autobiografia "O longo caminho para a liberdade", 1994).

10. "A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em nos levantarmos cada vez que caímos". (Da autobiografia "O longo caminho para a liberdade", 1994).

11. "Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça". (Discurso na Praça Mary Fitzgerald de Johanesburgo, em 2 de julho de 2005, num ato contra a pobreza).

12. "A morte é algo inevitável. Quando um homem fez tudo o que considera seu dever em relação ao seu povo e ao seu país, ele pode descansar em paz. Eu acredito que fiz esse esforço. E é por isso que eu vou dormir por toda a eternidade". (Trecho de uma entrevista para o documentário "Mandela", 1994).

SUA MORTE

Morreu Nelson Mandela (1918-2013): a liberdade como obra

Em 2001, Mandela descobriu que tinha câncer de próstata. Três anos depois – aos 85 anos - anunciou que se retiraria da vida pública para "refletir tranquilamente". "Não me liguem. Eu ligo para vocês", alertou, em tom de brincadeira, referindo-se aos inúmeros convites que recebe. A saúde de Mandela vinha se deteriorando nos últimos dois anos, principalmente por causa da infecção pulmonar – resquício de uma tuberculose contraída na prisão. O ex-presidente esteve internado em um hospital de Pretória por quase três meses, entre junho e setembro, respirando com a ajuda de aparelhos. No início desta semana, a filha mais velha de Mandela, Makaziwe, disse que seu pai estava lutando “em seu leito de morte”. "Cada momento, cada minuto com ele me assombra. Às vezes não acredito que sou filha desse homem que é tão forte, tão lutador", afirmou, em entrevista à TV estatal. Também por isso, a morte de Mandela é “uma perda tremenda para o país”, disse Ray Hartley, director do jornal sul-africano The Times numa entrevista ao PÚBLICO. “A África do Sul perderá aquele sentimento reconfortante de que existia este grande unificador”. Anos antes de sua morte, o ex-presidente sul-africano foi questionado sobre como gostaria de ser lembrado. Mandela afirmou que em sua lápide gostaria apenas que fosse escrito: "Aqui jaz um homem que cumpriu o seu dever na Terra".

PALAVRA PASTORAL

Até Breve!

“Salva-nos, Senhor, porque faltam os homens benignos, porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens”. Salmo 12.1 O salmo 12.1 é uma grande verdade, que ganha ainda mais força com a morte do querido Nelson Mandela. As palavras de Jesus no sermão do monte: “Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mt. 5.6), exemplificam bem a vida desse Herói, símbolo da esperança e da resistência contra o racismo. Como jovem estudante do direito, Mandela militou na oposição ao regime apartheid,que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Por conta do seu engajamento Mandela. Sua mãe era metodista, e Nelson seguiu os seus passos, frequentando uma escola missionária metodista. Sua esposa, Graça Machel tem raízes metodistas profundas, ela é da Metodista Unida e lecionou em uma escola metodista em Moçambique. Ainda como Presidente da África do Sul, Mandela visitou a congregação Metodista em Langa, em 14 de fevereiro de 1999, e reconheceu a importância da Igreja Metodista, a qual chamava de “minha Igreja”. No ano de 2000, Nelson Mandela foi homenageado pelo Concílio Mundial Metodista com o Prêmio Mundial Metodista da Paz. E, com a simpatia que lhe era tão característica, declarou: “Já recebi muitos prêmios, inclusive o Nobel da Paz, mas este é muito especial para mim, é o prêmio concedido pela minha Igreja Metodista”. Assim sendo, para nós, Povo Metodista, é motivo de grande honra, termos tido em nossas fileiras alguém tão integro como Mandela. Ele se foi, agora se encontra verdadeiramente livre, mas o seu legado esta ai, as sementes de paz e igualdade estão germinando, e cabe a cada um de nós seguirmos o seu exemplo, a fim de que esse mundo seja melhor.

Obrigado Mandela!

Até breve!

Pr. Douglas Marins

  • Compartilhe com seus amigos
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Veja Também:

Artigos Relacionados

Olá, deixe seu comentário para Nelson Mandela (O Metodista)

Enviando Comentário Fechar :/